O xadrez carioca através de fatos e fotos

Waldemar Costa

A cidade do Rio de Janeiro foi o primeiro lugar do Brasil a ter o seu campeonato organizado. Não existiam confederações e nem federações de xadrez em nenhum local do País. Mesmo assim, um grupo de enxadristas de clubes, principalmente do Clube de Xadrez do Rio de Janeiro e do Automóvel Clube do Brasil, resolveu organizar em 1921 uma competição individual regional que deram o nome de I Campeonato de Xadrez do Distrito Federal, com a vitória de Otávio Trompowsky. O Rio de Janeiro era a capital da República. O presidente do País era Epitácio Pessoa. O prefeito da cidade do Rio de Janeiro (o então Distrito Federal) era Carlos César de Oliveira Sampaio. O Campeonato Carioca Individual passou a ser organizado por diversas entidades até os dias de hoje. De 1921 a 1926, o campeonato foi realizado sem ainda existir uma federação. Em 1927, foi fundada a Federação Brasileira de Xadrez e eleito para presidente o enxadrista Gustavo Garnott, com o objetivo de realizar o Campeonato Brasileiro Individual. A FBX tinha como filiados clubes do Distrito Federal (Rio), São Paulo e Belo Horizonte (não existiam federações de xadrez estaduais). O Campeonato Carioca Individual também foi organizado pela FBX até essa ser substituída em 1941 pela Confederação Brasileira de Xadrez (CBX). A CBX surgiu no Governo de Getúlio Vargas, que estruturou o esporte brasileiro na lei nº 3.199 de 1941, criando confederações, federações, associações, e disciplinando o seu relacionamento com os clubes e atletas. Em 31/5/1941, foi fundada a Federação Metropolitana de Xadrez (FMX) para controlar o enxadrismo no Distrito Federal (Rio). Ao contrário dos outros esportes, a Federação Metropolitana de Xadrez continuou com o mesmo nome ao ser criado o Estado da Guanabara (os outros esportes passaram a usar Federação Carioca, pois o Rio deixou de ser a metrópole do Brasil). Em 1976, surgiu a Federação de Xadrez do Estado do Rio de Janeiro (FEXERJ) da fusão da FMX (Federação Metropolitana de Xadrez) e FFX (Federação Fluminense de Xadrez). O Campeonato Interclubes-RJ também foi a primeira competição por equipe a surgir no Brasil. Começou a ser organizado em 1928 pela Federação Brasileira de Xadrez. De 1941 até 1975 pela FMX. A partir de 1976, tornou-se estadual dos dois Estados da fusão e organizado pela FEXERJ. Os presidentes da Federação Metropolitana de Xadrez (FMX) foram: Joaquim de Almeida Pinto, Rodolfo Magioli, Lauro Demoro, Francisco de Assis Rosa e Silva Neto, Oswaldo Pereira Caldas, Olício Gadia, José Thiago Mangini, Hilwan Cantenhede, Luciano de Andrade, Júlio de Souza Mendes e Friedrich Salamon. Os presidentes da Federação de Xadrez do Estado do Rio de Janeiro (FEXERJ) foram: Friedrich Salamon, Carlos Emery Trindade (interino), José Thiago Mangini, Reynaldo Veloso, Djalma Caiafa, Marcelo Einhorn (interino), Eduardo Arruda Cunha, Ricardo Barata, Alberto Mascarenhas, Élcio Mourão e Luiz Antônio Bardaro Manzi (atual presidente).

 

Simultânea de Lacerda Guimarães em 1929 no Clube de Xadrez do Rio de Janeiro. A simultânea foi realizada logo depois que José Lacerda Guimarães (1903-1984) ter conquistado o título de campeão carioca de 1929. Em 1930, Lacerda Guimarães jogou um match com João de Souza Mendes Júnior (1892-1969) pelo título de campeão brasileiro. A vitória foi de Souza Mendes por 5 a 2 (quatro vitórias, dois empates e uma derrota).

Foto de participantes da Prova Clássica Caldas Viana 1933. Em pé: Gustavo Corção, Mílton Nascimento, Ademar Silva Rocha, Tomás Pompeu Acioly Borges, Luiz Viana e Francisco Vieira Agarez. Sentados: Orlando Roças Júnior, Gilberto Câmara e Antônio Américo Barbosa de Oliveira.

A Prova Clássica Caldas Viana foi instituída pelo Clube de Xadrez do Rio de Janeiro em 1931, ano do falecimento do homenageado: João Caldas Viana Neto, o maior jogador do xadrez brasileiro da segunda metade do século XIX e início do século XX. Em 1931, o campeão foi João de Souza Mendes. Em 1932, Adolfo Berger. Em 1933, Tomás Pompeu Acioly Borges. A competição foi organizada e dirigida pelo Clube de Xadrez Rio de Janeiro e durou até a década de 1940. Foi a maior atração daqueles tempos em que o Rio era a Capital Federal.

Esses nove enxadristas da foto da Prova Clássica Caldas Viana 1933 foram expoentes do xadrez brasileiro. Gustavo Corção (1896-1978) foi grande e famoso escritor e jornalista brasileiro. Jogava muito bem xadrez. Mílton Nascimento (já falecido) foi um grande jogador do então Distrito Federal. Ademar Silva Rocha (1908-1975) foi campeão brasileiro em 1941. Tomás Pompeu Acioly Broges (1908-1986), o campeão da Prova em 1933 e campeão brasileiro em 1935. Luiz Viana (1894-1970) foi jornalista, com colunas de xadrez em O Globo (RJ) e O Povo (RS); e campeão carioca em 1927. Francisco Vieira Agarez (1896-1947) foi dirigente do xadrez carioca e proprietário e editor da revista Xadrez Brasileiro, que durou de 1930 a 1947. Orlando Roças Júnior (1911-1975) foi campeão brasileiro em 1932, 1933 e 1944. Gilberto Câmara (1897-1953), jornalista e grande incentivador do xadrez do Ceará, pai dos campeões brasileiros Ronald Câmara e Hélder Câmara. Antônio Américo Barbosa de Oliveira (falecido em 1953), além de excelente jogador, foi organizador de grandes torneios na então capital de República, o Rio de Janeiro.

No dia 23/4/1946, enquanto esperam o início da Assembléia da Federação Metropolitana de Xadrez (FMX) que iria eleger Lauro Demoro para o cargo de presidente da entidade, enxadristas representantes de clubes do Distrito Federal (Rio) assistem à partida amistosa entre Godefroy Martin (de óculos) e Francisco Vieira Agarez (editor da revista Xadrez Brasileiro). Em pé: Luiz Burlamaqui (C. X. do Rio de Janeiro), Antônio Guimarães (Botafogo), Félix Sonnenfeld (Olímpico Clube), Tomás Pompeu Acioly Borges (Fluminense) e Alfredo Martins (Clube Independente).

Campeonato Carioca Individual de 1959, na sede do Clube Municipal. Jomar Leite (com cigarro aceso na boca. Naqueles tempos, podia-se fumar na mesa de jogo) enfrenta de peças brancas o então jovem Sérgio Farias em 5/4/1959. Entre as pessoas que assintem à partida, destacamos o então presidente da Federação Metropolitana de Xadrez (FMX) Oswaldo Pereira Caldas (no centro, com o corpo inclinado). Atrás do presidente, está Oscar Vieira Ferreira. Ao lado de Oscar, com a gravata preta destacando, o presidente do Clube Municipal Alá Batista. Na ponta da foto, atrás de Sérgio Farias, o presidente do Jornal dos Sports Mário Filho. Na gestão de Pereira Caldas na FMX, aconteceram grandes torneios populares de xadrez na Associação Atlética Vila Isabel, com mais de 600 participantes. A competição tinha o patrocínio da Coca-Cola e ampla divulgação do Jornal dos Sports. O jornalista Mário Filho gostava de jogar xadrez, inclusive, em 1959, Hélder Câmara escrevia uma coluna de xadrez no JS. Hélder Câmara também participou do Campeonato Carioca Individual de 1959. O campeão carioca de 1959 foi o General Edmundo Gastão da Cunha, que nessa época era presidente da Confederação Brasileira de Xadrez (CBX). Aliás, Sérgio Farias, na foto jogando com Jomar Leite, mais tarde também seria presidente da CBX nos períodos de 1978 a 1979 e 1983 a 1987.

Festa da Federação Metropolitana de Xadrez (FMX) em 10/2/1965 na sede do Tijuca Tênis Clube. Sentados: Júlio Souza Mendes, Coronel Juvenal Chaves, esposa do Antônio Crivano, J. T. Mangini (presidente da FMX), ..... e ...... . Em pé: ...... , ....... , ....... , Hélio Mattos, Antônio Carlos Giudicelli, Antônio Crivano, Nílton Cortes, Édson Giudicelli, Henrique Santos (escondido atrás do Giudicelli), Caetano Neto, ....... , Jorge Lemos, Pedro Paulo Bayot, ....... , Waldemar Costa e Hélder Câmara.

 

Campeonato Brasileiro 1965 (Rio de Janeiro, RJ). O Campeonato Brasileiro Individual foi organizado pela Federação Metropolitana de Xadrez (FMX), cujo presidente era J. T. Mangini. A grande sensação foi o menino Henrique Mecking (13 anos de idade), que foi o vencedor e tornou-se o mais jovem campeão brasileiro da história. Por causa dele, a competição teve uma cobertura da imprensa nunca vista no Brasil. Na foto (quinta rodada, no Clube de Engenharia, na Avenida Rio Branco), Mequinho joga com o veterano campeão João de Souza Mendes. Foi a única derrota de Mequinho no campeonato. Assintem à partida: ...... , ...... , Cláudio Bandeira de Melo, ....... , Nílton Cortes, Waldemar Costa, Tadeu Portela, Jorge Alberto Caetano dos Santos, Dr. Rômulo, Nélson Villaboim e Luiz Tavares da Silva.

Campeonato Estadual do Rio de Janeiro 1976. O primeiro estadual da FEXERJ (Federação de Xadrez do Estado do Rio de Janeiro. Na foto, Luiz Loureiro de brancas joga com Márcio Miranda, pela quarta rodada, na sede da AABB-Lagoa. A partida terminou empatada. O campeão do Estadual da FEXERJ 1976 foi Márcio Miranda.

Identificação da foto do famoso torneio no Tijuca Tênis Clube

Em pé: Antônio Rocha, Sonnenfeld, esposa do Quinteros (foi Miss Filipinas), Quinteros, Herman Claudius (atrás), Simone Lemos (filha do Jorge Lemos), André Cajal, Jorge Lemos, Sosonko, Dirk Dagobert, Mascarenhas, Hermes Amílcar, Luismar Brito, Fernando Duarte, Papaleo, Ricardo Teixeira, Luiz Loureiro, Eduardo Gouveia, A. P. Santos, Mercadante, Décio Koeler, João Rocha e Pedro Paulo Queiroz.

Agachados: Martinolli, Villaboin, Darcy Gustavo Lima, Roberto Gauí, Jerônimo Pimenta e Francisco Sampaio.

O grande feito do xadrez brasileiro em 1978 - No período de 12 a 17 de junho de 1978, o Tijuca Tênis Clube, em comemoração ao 63º aniversário da sua fundação, promoveu o Torneio Internacional Old Spice. Dois consagrados GMs da época participaram da competição: GM Miguel Quinteros (Argentina) e Gennady Sosonko (Holanda). A presença dos dois enalteceu os feitos dos brasileiros. O campeão da competição foi Dirk Dagobert van Riemsdijk (nascido na Holanda e naturalizado brasileiro). O vice-campeão foi o paulista Rubens Filguth. O GM Miguel Quinteros ficou em terceiro lugar. Os três empataram com 5 pontos na primeira colocação, mas o desempate pelos milésimos decidiu os três primeiros colocados. Sosonko era o grande favorito para a conquista do título, mas ocupou um modesto 10º lugar. Resultados individuais dos brasileiros, que os dois GMs não esperavam: Hermes Amílcar venceu Quinteros, na primeira rodada. Rubens Filguth venceu Sosonko, na quinta rodada. Sérgio Farias empatou com Sosonko, na sexta rodada (última da competição). A direção do torneio foi do então diretor de xadrez do TTC, José Augusto Amaral. Os árbitros foram Félix Sonnenfeld e A. P. Santos.

 

A Federação de Xadrez do Estado do Rio de Janeiro (FEXERJ) organizou e promoveu a Segunda Etapa da Semifinal do Campeonato Brasileiro de 1997. Na foto, na sede do SESC Copacabana, o presidente da FEXERJ Ricardo Barata. Sentados: Jorge Moraes Costa (árbitro auxiliar) e Friedrich Salamon (árbitro principal).

 

Interclubes do Rio de Janeiro 2003, na sede do Clube Municipal. Waldemar Costa, Friedrich Salamon, Marcelo Einhorn e Marco de Castro Coutinho.

 

Na foto, Eduardo Arruda Cunha (ex-presidente da FEXERJ) e o presidente da FEXERJ Ricardo Barata na organização do 1º Festival Carioca de Xadrez, realizado nos dias 24 e 25 de julho 2004, na Hebraica (Rio de Janeiro). O Grande Mestre cubano Neuris Delgado foi o campeão. A competição contou com cinco GMs: Neuris Delgado, Geovanni Vescovi, Jaime Sunye Neto, Darcy Gustavo Lima e o uruguaio Andrés Rodriguez; e duas GMs femininas: Vivian Pitta e Yaniet Marrero, ambas de Cuba.

 

Festa do 5º aniversário de fundação do Praça Seca Xadrez Clube, realizada no ginásio do Jacarepaguá Tênis Clube, no dia 7/6/2007 (feriado de Corpus Christi). Foto: Waldemar Costa, Maria Luiza (esposa do Salamon), Eduardo Júnior (filho do Arruda), Eduardo Arruda, Friedrich Salamon e Marco de Castro Coutinho.

 

Campeonato Brasileiro 2007 - SESC Copacabana (Rio de Janeiro, RJ). GM Rafael Leitão, MI Herman Claudius, jornalista e escritor Waldemar Costa e GM Gilberto Milos. O campeão foi Geovanni Vescovi. A organização da competição foi da Federação Estadual do Rio de Janeiro (FEXERJ), gestão do Presidente Ricardo Barata.

 

Homenagem ao escritor, jornalista e enxadrista Waldemar Costa em dezembro de 2010. Na foto, Darcy Gustavo Lima, quando era vice-presidente de relações Exteriores da CBX, Waldemar Costa e Alberto Mascarenhas (na época, líder do Movimento Convergência do xadrez do Rio de Janeiro. Depois, foi presidente da FEXERJ no triênio 2012-2015, eleito por aclamação no dia 21/4/2012, na sede do Tijuca Tênis Clube.)

 

 

Interclubes-RJ 2015, no salão nobre do Tijuca Tênis Clube. A organização foi da Federação de Xadrez do Estado do Rio de Janeiro (FEXERJ). Na foto em 18/10/2015 (domingo), Marcelo Einhorn (presidente do Conselho de Árbitros da FEXERJ), Waldemar Costa (vice-presidente da FEXERJ) e Elcio Comte Lofredo Mourão (presidente da FEXERJ). O campeão geral foi o Tijuca Tênis Clube. Na Classe A, o Tijuca Tênis Clube foi o vencedor; na Classe B, o Clube de Xadrez do Rio de Janeiro; e na Classe C, o Clube Municipal.

 

A grande perda do xadrez brasileiro

A última imagem de Friedrich Salamon. Interclubes RJ (Tijuca T. C.) dia 18/10/2015

Na foto: Friedrich Salamon, Waldemar Costa e Marcelo Einhorn

No dia 3 de novembro de 2015, morreu aos 87 anos de idade de ataque cardíaco o enxadrista, dirigente de xadrez e árbitro internacional da FIDE Friedrich Alfred Salamon. Ele nasceu em Weissenfels (Alemanha) em 5/9/1928. Seis enxadristas compareceram ao sepultamento no Cemitério do Pechincha, em Jacarepaguá: Waldemar Costa, Willy Petrenko, Eduardo Arruda, Ricardo Teixeira, Rafael Pires e Paulo César Levy.

Morador de Jacarepaguá, Salamon participou de vários torneios durante décadas no Jacarepaguá Tênis Clube. O primeiro, quando era quase um desconhecido no xadrez carioca, foi no Campeonato Oficial do JTC de 1972, vencido por Euder de Souza Lima. Salamon começou a ganhar força no xadrez em 1974. Na época, o xadrez do Rio era administrado pelo Júlio Souza Mendes, presidente da Federação Metropolitana de Xadrez. Durante o Campeonato Brasileiro de 1974, disputado aqui no Rio, a diretoria da FMX pediu demissão, deixando o Vice-Presidente Técnico Amâncio de Carvalho sozinho dirigindo o Brasileiro. O Presidente Júlio Souza Mendes ficou apenas preocupado com a saída de um, o Warner Bruce Kover, que em 1972 havia calculado o rating oficial do Estado da Guanabara, o primeiro rating de todo o Brasil. No pensamento do Júlio Souza Mendes, o Bruce Kover era insubstituível. Achava que não iria conseguir outro que soubesse calcular o rating do Professor Arpad Elo, a grande novidade do xadrez na época.

Aí surgiu o Alfredo Santos, professor da escolinha de xadrez da AABB. Alfredo disse ao Júlio que na AABB tinha uma pessoa que sabia calcular rating muito bem. O Júlio não acreditou muito, mas decidiu nomear o Salamon para calcular o rating da FMX. Deu certo. O Vice-Presidente Técnico Amâncio de Carvalho também conheceu o Salamon naqueles dias e iniciou uma amizade que iria durar por longos anos. O Amâncio pediu para o Salamon também dirigir algumas provas secundárias da entidade. No segundo semestre de 1974, o Amâncio brigou com o Júlio e largou o cargo. O Júlio já estava muito contente com os cálculos do rating do Salamon e o nomeou Vice-Presidente Técnico da FMX. A primeira prova de grande categoria que o Salamon dirigiu foi a decisão extra do Campeonato Individual Carioca de 1974 entre Eduardo Gouveia e Neri Silveira, realizado na sede do Monte Líbano, na Lagoa, em setembro de 1974, e vencida pelo Gouveia.

A partir de 1974, a carreira enxadrística do Salamon foi astronômica. Em pouco tempo, ficou famoso em razão da sua capacidade de dirigir, arbitrar e calcular o rating. Foi eleito presidente da Federação Metropolitana de Xadrez em substituição ao Júlio Souza Mendes. Comandou o processo da criação da FEXERJ, que unificou as duas entidades dos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro. A fusão política dos dois Estados foi no ano de 1975. Porém, no xadrez o processo foi bastante lento. A assembleia da fusão só aconteceu em 3/10/1976, com Salamon eleito para presidente da FEXERJ. Como árbitro internacional da FIDE, dirigiu importantes competições abertas e oficiais pelo Brasil. Foi árbitro de seis fases finais do Campeonato Brasileiro Absoluto: 1982 (Brasília, DF), 1984 (Cabo Frio, RJ), 1985 (Brasília, DF), 1986 (Garanhuns, PE), 1997 (Rio de Janeiro, RJ) e 2003 (Miguel Pereira, RJ). Arbitrou duas decisões extra do Brasileiro: 1996 (Rio de Janeiro, RJ) e 2002 (Rio das Ostras, RJ). Dirigiu muitos Campeonatos Brasileiros Feminino.

O primeiro rating da Confederação Brasileira de Xadrez (CBX) foi calculada pelo Salamon em 1978, a pedido do então presidente da entidade Sérgio Farias. Antes de entregar o trabalho ao presidente da CBX, a lista com 75 enxadristas foi publicada na Caissa - Revista Brasileira de Xadrez (maio de 1978), periódico do jornalista Waldemar Costa. Depois, essa relação pioneira de rating foi homologada pela FIDE, como o primeiro rating oficial do Brasil.

 

Campeonato Brasileiro 2015 - O Campeonato Brasileiro 2015 foi disputado no Rio de Janeiro, na sede do Clube de Xadrez Guanabara (Avenida Churchill, número 109, no Centro), no período de 9 a 17 de janeiro de 2016. O campeão foi o GM Krikor Mekhitarian. Na foto, oito dos doze participantes e os árbitros. Em pé: Rafael Jerdy (árbitro-adjunto), Ernani Choma (PR), Marcus Vinícius (RJ), Rafael Leitão (SC), Renan Reis (AM), Krikor Meriktarian (SC), Iack Macedo (RN), Yago Santiago (SC), Sabrina San Vicent (árbitro-adjunto) e Ricardo Teixeira (RJ). Sentados: Elcio Conte Mourão (árbitro principal) e Waldemar Costa (autor do livro "Epopeia do Campeonato Brasileiro de Xadrez"). Participantes que não estão na foto: Eduardo Limp (RJ), Luismar Brito (PB), Rafael Cabral (PE) e Evandro Amorim (SC).