Galeria 3

Foto da formatura de 1951 dos alunos do curso ginasial do Instituto São Luis da Rua barão. O irmão lassalista Antônio Campagnolo Gregório Matias foi paraninfo da turma.

A jaqueira centenária da Rua Baronesa em frente à Rua Içá é do tempo do Dr. Bernardino Marques da Cunha Bastos, falecido em 1910, engenheiro responsável pelos arruamentos da região. A árvore ficava dentro da sua propriedade, que ia até a Rua Japurá, na época chamada de Rua Adelaide, em homenagem à sua esposa. Na foto de 1988, junto à jaqueira, aparecem os primos e cônjuges Gérson e Aury, netos do Dr. Bernardino e Dona Adelaide.

Na foto, a parteira Clementina, moradora da Rua Barão e famosa na região da Praça Seca nas décadas de 1920 e 1930.
Naqueles tempos, existia outra notável parteira: Dona Maria Augusta, da Rua Dr. Bernardino
que era auxiliar dos médicos Gurgel do Amaral e Álvaro Dias. A parteira Maria Pereira é anterior às duas, pois viveu no século passado e na primeira década do atual.

O Flagrante acima é de 1926 no campo de futebol que existia na própria Praça Seca (no lado onde hoje está o coreto). O time da associação Atlética de Jacarepaguá faz pose, com o morro da Rua Florianópolis ao fundo.

Em 1922, a forte equipe do Sport Clube Rio de Janeiro, também da Praça Seca. Não confundir com o Rio de Janeiro, que seria fundado depois, em 1938, na Rua Comendador Siqueira, no Barro Vermelho.

Interessante aspecto da Praça Seca no ano de 1925 no lado onde hoje está o lago. Essa parte do logradouro era cheia de mato e muitos caminhos por onde passavam os moradores da região. O outro lado (o do atual coreto) era na época o campo de futebol da Associação. A casa que aparece na foto era da chácara do Daniel, atualmente ocupada pelo edifício Américo Bebiano e o Country Clube de Jacarepaguá. O morro ao longe é o da Rua Marangá entre as ruas Dr. Bernardino e Capitão Menezes. Na foto, a partir da esquerda, o Zezé, de chapéu o José Lopes Reis (Pepito Barbeiro), o Aires Alves Ferreira com a afilhada Celeste no colo (O Aires mais tarde seria vice-presidente do Jacarepaguá Tênis Clube), o menino Zezeca (filho do Chico do botequim) e a menina Fioca. O José Lopes Reis, que aparece na foto muito jovem com o chapéu caído na testa, é o famoso Pepito Barbeiro. O seu pai, o Sr. Lopes, foi o primeiro barbeiro a se estabelecer na Praça Seca. O seu irmão, Mário Lopes Reis, foi um dos grandes jogadores de futebol da região. O apelido de Pepito é em referência ao apito do juiz de futebol, pois ele apitou muitos jogos no antigo campo do Esporte Clube Parames, na Rua Pedro Teles, onde hoje está o Parque de Diversões IV Centenário. O Pepito seguiu a profissão do pai. Ele é considerado o barbeiro mais famoso que surgiu em Jacarepaguá.

A construção do coreto da Praça Seca em 1928. A armação veio da Praça Onze de Junho. Foto Malta (MIS)

A Praça Seca em 1930. A esquerda, o antigo Cine Ipiranga.

A Praça Barão da Taquara (Praça Seca) em 22/11/1936, logo após o término da grande obra de embelezamento urbanístico. A foto registra a visita do proprietário Vítor Parames Domingues aos seus inquilinos das lojas do sobrado da Rua Cândido Benício, onde hoje estão os prédios recuados do BANERJ, e o da Drogasmil, etc. O grupo posa em um dos caramanchões recém-inaugurados, aparecendo ao fundo o prédio do armazém do Arnaldo, que foi demolido para surgir o Cine Baronesa, atualmente Igreja Universal. A partir da esquerda: em pé - não identificado, Contrólio, Eduardo Botelho (empregado encarregado de receber os aluguéis das lojas e casas residenciais de Vítor Parames), José Vieira da quitanda e, na ponta, outra pessoa não identificada. Sentados - Antônio da Padaria Olga, Comissário do 26° Distrito Policial, Vitor Parames Domingues, tenente Nélson Fiuza Pessoa (do tiro de guerra e salão de bilhares), José (irmão do Antônio da Padaria Olga) e César (outro irmão do Antônio).
A reforma da Praça de 1936 foi praticamente no lado onde está o lago. O lago construído naquele ano foi bem menor do que o atual. Os três caramanchões eram em estilo francês.

Foto da Praça Seca em 1948. Iza, Sílvia e Celeste (sobrinha do Pepito Barbeiro). A casa ao fundo morava o espírita Machado e hoje está o Country Clube de Jacarepaguá.

Celeste no antigo lago construído na reforma de 1936. Esse lago desapareceu na reforma de 1977, quando surgiu o atual no mesmo lugar do anterior.

Outra foto de 1948 da Praça Seca. Ao fundo, a esquina das ruas Cândido Benício e Barão.

Em 8/5/1952, o piso da praça ficou todo branco, por causa da forte tempestade de granizo. Na foto acima, um motorneiro de bonde observa dois motoristas de táxi se divertindo com o gelo. À esquerda, vemos o antigo lotação (transporte coletivo que só podiam levar 20 passageiros sentados). À direita, na esquina, o prédio do então botequim do Bernardino, que muito tempo depois foi Lanchonete Ramalhense. O prédio foi demolido em 1996.

Acima, foto de 1949, a escultura do casal de meninos com guarda-chuva, colocada na praça na urbanização de 1936. Ao abrir o registro, a água escorria pelo chapéu simulando chuva.

Acima, em 1985, vemos a estátua grega romana, que atualmente ocupa o mesmo lugar dos meninos de bronze. O casal de meninos de bronze era realmente a maior atração da bela reforma de 1936 na Praça Seca. O logradouro era considerado um dos mais lindos da então Capital Federal, com 5.198 metros quadrados de área gramada e ajardinada. O casal de meninos de bronze sumiu misteriosamente no final da década de 1950.

Elenir, neta do Vieira da Quitanda, na Praça Seca em janeiro de 1951. À esquerda, aparece a casa da família Cairrão (que depois foi banco Bamerindus e atualmente é HSBC). À direita, o Cine Ipiranga (hoje é o Supermercado Sendas).

Carnaval de 1951. Atrás dos descendentes do Vieira, aparece os fundos do recém-inaugurado Cine Baronesa e o terreno baldio onde hoje estão a Padaria Trigon e a Sapataria da Praça.

Rapaziada da praça em 1961. A partir da esquerda: Vadinho, César, Cavina, Harley, Amauri, Nílton, Ricardo, Rui e China. A casa e o terreno ao fundo era onde hoje está o Country Clube de Jacarepaguá.

Acima, foto tirada em 1958 no escritório do então candidato a vereador Dr. Gabriel Capistrano Júnior, situado em uma loja do sobrado do Parames na Rua Cândido benício. O Capistrano era casado com Dona Isaura, filha do Vítor Parames Domingues. Na foto, vemos sentado à esquerda o Noel Vasques, famoso leiteiro da época que a região da Praça Seca estava mais rural do que urbana. Sentado à direita na frente, o Julinho. Em pé, o Joel Simonal. Os dois sentados atrás trabalhavam no escritório eleitoral.

A Praça Seca em novembro de 1962. Nesses terrenos hoje se erguem os prédios da Caixa Econômica e da Prefeitura. Na foto, vemos uma pequena construção (antiga fortaleza do jogo do bicho) que em 1962 serviu como escritório eleitoral da União Democrática Nacional - UDN. Na Placa, os nomes de políticos: Juraci Magalhães, Meneses Cortes, Édson Guimarães e o então governador do Estado da Guanabara Carlos Lacerda.

Continuação da foto anterior

O Cine Ipiranga em 12/10/1971 na saída da sessão oferecida às crianças dos orfanatos. O Ipiranga foi inaugurado em 1929, na época do cinema mudo, por Gerôncio Sá. Américo Bebiano e Efraim Lifehitz foram seus proprietários seguintes. O cinema durou até 1976, quando foi demolido para dar lugar ao atual Supermercado Sendas.

Na sala de espera do cinema em 1951, a partir da esquerda: Pepito Barbeiro, a bilheteira Dona Lina (mãe do autor deste livro) e o porteiro Rubens.

Domingo, dia 23/5/1976, último dia de funcionamento do Cine Ipiranga, com os filmes Dinheiro Sangrento e Lepke. A pose histórica dos funcionários na despedida. A partir do segundo à esquerda: operador Eronildes, gerente Farias, porteiro Maquione e bilheteira Lina.

Ao fundo o prédio do Cine Baronesa em 1983, quando passava o filme ET, o Extraterrestre.

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