Galeria 1

Salvador Correia de Sá, o primeiro governador da cidade do Rio de Janeiro. Em 1594, ele concedeu todas as terras de Jacarepaguá aos seus filhos Martin e Gonçalo.

O Barão da Taquara, durante a Guerra do Paraguai, com o seu uniforme de coronel.

O Barão da Taquara em 1918, ano do seu falecimento.

A Baronesa da Taquara em 1950 aos 88 anos de idade.

O filho do Barão: Dr. Pinto Teles.

Famoso sobrado da Rua Cândido Benício, o centro comercial da Praça Seca no início do século XX

A foto é de 1920. Rua Cândido Benício junto à Praça Seca (Praça Barão da Taquara). Foi o ponto comercial e de diversão não somente da Praça Seca, mas de toda a região de Jacarepaguá. A rua era de terra com os trilhos do bonde já elétrico. O prédio com duas lojas à esquerda foi construído em 1908 (a terceira loja do prédio, Padaria Marangá, não aparece na foto). O sobrado foi construído em 1911. Gente de toda parte de Jacarepaguá vinha à Praça Seca para fazer compras e se divertir nos cinemas. Na segunda loja do sobrado, a partir da esquerda, existiu em 1911 o primeiro cinema de Jacarepaguá, o Cinematographo. A mesma loja depois foi ocupada pela Padaria Olga. No lado oposto da rua, a foto mostra apenas uma das laterais da fachada do prédio do Cine Lux. Foi a maior diversão do habitantes de Jacarepaguá na era do cinema mudo (naquela época, não existia o rádio e muito menos a televisão). O Cine Lux funcionou de 1913 a 1923, quando todo o prédio desapareceu em um incêndio. No local do Lux, foi construído o famoso armazém do Arnaldo. Em 1950, o armazém foi demolido, para surgir o elegante Cine Baronesa. Em 1989, o Baronesa encerrou suas atividades, quando a Igreja Universal do Reino de Deus ocupou o mesmo prédio.

O sobrado foi construído por Gastão Taveira em 1911. Depois., o dono passou a ser Victor Parames. Foi demolido e recuado em duas fases: a primeira em 1956, quando desapareceu a partir da Vila Garcia em direção à praça até quase o fim, permanecendo pequena parte junto das lojas sem sobrado. Nessa última parte, continuaram a funcionar duas lojas, separadas por duas entradas para o sobrado: um armazém e a Padaria Olga (no sobrado, a sinuca do Tenente Nélson e o Salão Cléia do Sr. Ruas). Essa parte derradeira foi demolida em 1960, a fim de continuar a construção do prédio de apartamentos da outra parte do sobrado já pronta logo depois da demolição em 1956. Porém, houve problema com a firma imobiliária encarregada de vender os apartamentos; e o lugar ficou somente em terreno por muito tempo. No Governo de Carlos Lacerda foi construído ali o Banco do Estado da Guanabara (BEG), que, com a fusão em 1975, passou a ser chamado de Banco do Estado do Rio de Janeiro (BANERJ). Atualmente (2013) é o Banco Itaú. Após a demolição dessa última parte do sobrado, a Padaria Olga passou a funcionar em uma loja do edifício novo, onde hoje (2013) e a Drogas Mil.

As duas lojas sem sobrado foram construídas em 1908 por José Luciano Carneiro, inclusive a outra loja do prédio na esquina da praça que não aparece na foto, a Padaria Marangá (atual Drogaria Pacheco). Com a morte do Luciano Carneiro, ficou administrando os aluguéis de todo o prédio o seu genro Frederico Garcez. Das duas lojas que aparecem na foto, a mais tradicional é a que está um pessoa de terno branco na porta do meio: Café Recreio da Praça, que nunca mudou o nome e nem o o tipo de comércio desde 1908. A outra loja do lado aconteceu diferente. Já foi farmácia do Pires, armazém de secos e molhados, armazém do Barros, Farmácia São Lucas e Droga Musa. O prédio da foto do Café Recreio da Praça e a Droga Musa foram demolidos e recuados em abril 2013.

 

Na festa da inauguração do busto do Barão da Taquara em 1939 na Praça Seca, a família se reuniu para a foto histórica. A partir da esquerda: Francisco José Teles Rudge, Francisco Taquara com a mão no ombro da esposa Julieta, Ana Teles ao lado da sua mãe a Baronesa da Taquara e o casal Maria Emília e o Dr. Pinto Teles.

Cândido Benício da Silva Moreira (1864-1897) e a esposa Ana Rangel Vasconcelos Moreira (Dona Nicota), falecida em 1952. A foto foi batida por Carlos Alberto, um dos pioneiros da fotografia no Rio de Janeiro, em seu estúdio no segundo andar do número 41 da Rua Sete de Setembro, na então Capital Federal, no dia 10 de junho de 1896, quando Cândido e Nicota se casaram. Em 4 de abril de 1897, nascia o que seria o filho único do casal: Carlos Benício da Silva Moreira (1897-1944). A felicidade, porém, durou pouco, pois, vitimado por doença grave, Cândido Benício faleceria oito meses após o nascimento do menino,no dia 19 de dezembro de 1897. O sepultamento foi no Cemitério do Pechincha, com a presença de boa parte da população de Jacarepaguá, inclusive o Barão e a Baronesa da Taquara. Nascido em Niterói, Cândido Benício veio muito jovem para trabalhar como médico sanitarista em Jacarepaguá, Logo se tornou muito querido pela população do bairro, que o elegeu em 1892 para a Intendência Municipal (Câmara dos Vereadores)

Cândido Benício em 25 de maio de 1893

A casa onde morou Cândido Benício. A foto é de 1994, quando funcionava ali o Educandário N. S. da Vitória, que foi desativado em 1999.

A casa onde morou o historiador Noronha Santos (1876-1954) na rua Cândido Benício número 826, onde atualmente é a SUSE. A foto foi tirada por Augusto Malta ( 1864-1957) no dia 6 de novembro de 1928, e o próprio Noronha Santos está na janela.

O prédio da SUSE no local exato onde existia a casa do Noronha Santos da foto anterior.

Foto da fazendinha do Capitão Machado na segunda metade da década de 1920, onde hoje estão as ruas Guaporanga, Dr. Jacundino Barreto e General Vóssio Brígido.

Foto da fazendinha do Capitão Machado.
À esquerda da foto, localiza-se a Rua Mário Pereira e o terreno onde surgiria o Jacarepaguá Tênis Clube. Ao fundo, no centro da foto, a Rua Capitão Machado. Francisco da Silveira Machado (1864-1931), o Capitão Machado, criava burros e cavalos para vender ao Exército e Prefeitura do Rio, a então Capital Federal. Era sobrinho do famoso político Pinheiro Machado (1852-1915), que visitava com freqüência a fazendinha do parente na Praça Seca. Alguns filhos do Capitão Machado nasceram nas mãos da parteira Maria Pereira, famosa na região, que morava na rua do atual Jacarepaguá Tênis Clube. Na realidade, a Rua Mário Pereira é homenagem a essa parteira do início deste século. Acreditamos que ao redigir o Decreto n° 1.165 de 31/10/1917 o funcionário se equivocou escrevendo Mário ao invés de Maria. É um erro a ser examinado e reparado pela Prefeitura.

A foto acima é da Rua Dr. Bernardino na década de 1920. A casa que aparece no canto esquerdo morou o casal Alberto da Silva Freitas e Albertina Serra de Freitas. Adília, filha deles, se casou com Jacó do Bandolim. Dessa última união nasceu o compositor Sérgio Bittencourt e Helena Bittencourt. O Jacó residiu em Jacarepaguá: na Avenida Geremário Dantas e na antiga Rua Rosa (atual Comandante Rubens Silva).

Na foto acima, vista também da Rua Dr. Bernardino. No meio de várias construções modernas, vemos no mesmo lugar do terreno e casa do referido Alberto da Silva os prédios construídos pelo antigo IPASE no final da década de 1940. (A foto é de 1985)

A foto é de 1957. Foi batida onde hoje é a Favela do Morro São José. Aparecem Otelo e Marcelo, moradores da região.

Outra foto batida de onde hoje é a Favela do Morro São José, deste ângulo, vemos à esquerda a Rua Barão e no centro da foto a Rua Baronesa em 1957.

A mesma vista da foto anterior também em 1980, mas aparecendo os conjuntos dos Bancários e Aerobitas completos.

Na década de 1910, não existia clubes no Vale do Marangá (atual região da Praça Seca). As reuniões sociais e até esportivas eram realizadas em algumas residências. A casa de Francisco Soares Filgueiras, que ficava na rua Pedro Teles com o terreno fazendo esquina com a Rua Dr. Bernardino, era uma delas e possuia excelente quadra de tênis. O Filgueiras, como veremos nas fotos seguintes, construiu no local, em diferentes épocas, dois prédios. Primeiro, uma casa simples. Depois edificou o torreão, que, na década de 1940, era conhecido como pavilhão ou castelinho.A foto acima é no terreno na época da casa antiga. Documenta uma reunião da família e amigos no início deste século. A partir da esquerda: o dono da casa Francisco Soares Filgueiras, o português Mattos (que tocava muito bem guitarra), Dona Emília Macedo, Dona Maria Zilda (esposa do filgueiras), Dona Lica, Dona Cidinha, Dona Moema e Ernâni Macedo (marido de Dona Emília Macedo).Na década de 1930, o Filgueiras alugava a propriedade. Foi nessa época que ali residiu Francisco Sales, chefe de reportagem do jornal integralista "A Ofensiva", que era dirigido por Plínio Salgado (1895-1975).

Na década de 1910, Francisco Soares Filgueiras comprou enorme terreno da Dona Emília Joana, Filha do Barão da Taquara, e construiu a casa da foto, na Rua Pedro Teles.

No início da década de 1920, o Filgueiras demoliu a casa que está na foto da página anterior e construiu a bela residência, que aparece na foto acima, que a população da localidade apelidou de torreão. Ao terminar a obra, o Filgueiras, que está na varanda, reuniu os operários para a foto histórica. O tempo estava nublado. Com isso, as nuvens escondem um pouco o morro no final da Rua Dr. Bernardino. No lugar do torreão, hoje é ocupado pelas vilas da Rua Pedro Teles, 309.

Outra foto do torreão, aparecendo boa parte do jardim da bela mansão.

Uma reunião no Torreão em 1929. O primeiro à direita é Carlos Benício da Silva Moreira, filho do Cândido Benício. O Filgueiras, de terno branco, está ladeado pelas irmãs Yolanda e Odete Portinho. À esquerda, estão Emília Macedo e Marina Motta.

O Torreão na época em que morava Francisco Sales e a sobrinha Elisa, filha do poeta Aníbal Teófilo (1873-1915). Acima, em 1935, reunião da família.

O Torreão em 1936, o estrago causado por um raio que caiu e destelhou a torre do prédio.

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