HISTÓRICO DE BENTO RIBEIRO

A FERROVIA

A Ferrovia foi o fator fundamental para o surgimento do bairro de Bento Ribeiro, inclusive o nome do lugar, em virtude da inauguração em 1914 da estação ferroviária com a designação de Bento Ribeiro . As terras em que hoje se situa o bairro de Bento Ribeiro pertenciam à Freguesia de Irajá desde 1644, quando foi criada essa freguesia da cidade do Rio de Janeiro pelo Governador Luís Barbalho Bezerra. Antes, no século do Descobrimento do Brasil, essas terras faziam parte da Capitania Hereditária de São Vicente, doada pelo rei de Portugal D. João III a Martim Afonso de Souza em 1534. Portanto, fazendo uma ressalva remota da possibilidade de alguma tribo de índios ter vivido na localidade, podemos afirmar que Martim Afonso de Souza foi o primeiro dono das terras onde hoje está o bairro de Bento Ribeiro. A Capitania de São Vicente era muito grande, com 100 léguas de costa do Rio Macaé até a Baía de Paranaguá. Martim Afonso faleceu em 1571. Como a capitania era hereditária, o dono das terras passou a ser o seu filho Pero Lopes de Souza. Com o fim das Capitanias Hereditárias e a criação do Governo Geral do Brasil, cuja capital foi a cidade de Salvador (Bahia), o rei de Portugal começou a doar outra vez as mesmas terras por todo o Brasil. Com a fundação da cidade do Rio de Janeiro, em 1º de março de 1565, o Rio de Janeiro passou a ser uma província com um governador subordinado ao Governo Geral de Salvador (BA). As terras do Rio de Janeiro foram divididas em sesmarias e doadas pelo rei de Portugal a fidalgos e religiosos da Corte Portuguesa. O primeiro dono da sesmaria de Irajá foi o jesuíta Gaspar da Costa. No século XVII, a sesmaria de Irajá começou a ser dividida em engenhos e fazendas. Na época da construção da Estrada de Ferro D. Pedro II, foram desapropriadas parte de terras das fazendas por onde passaria o leito da ferrovia. No trecho de Cascadura a Sapopemba (hoje Deodoro) existiam as fazendas do Campinho, Portela, Valqueire, Afonsos, Boa Esperança e Sapopemba.

No ano de 1858, quando foi inaugurada a estrada de ferro, uma única via para carros de tração animal cortava a região. Era a Estrada do Sapê, que fazia a ligação da Estrada Real de Santa Cruz (atual Estrada Intendente Magalhães) com a Freguesia de Irajá. O trecho para atingir a Estrada de Santa Cruz era pelas atuais Rua Frei Bento e Estrada Henrique de Melo. A Estrada Real de Santa Cruz é a mais antiga do Brasil. Foi construída pelos jesuítas, a fim de ligar São Cristóvão com a Fazenda de Santa Cruz, de propriedade desses religiosos. Com a expulsão dos jesuítas de Portugal e suas colônias pelo Marquês de Pombal (ministro do Rei D. José I) em 3/9/1759, a fazenda dos padres passou para a coroa portuguesa com o nome de Fazenda Real de Santa Cruz. A estrada, a partir de então, é que recebeu o nome de Estrada Real de Santa Cruz. A via tornou-se o mais importante caminho de viajantes e mercadorias para o interior, inclusive para São Paulo e Minas Gerais. Por isso, aos longos dos anos, foram abertas ligações, como foi o caso da Estrada do Sapê. As obras da estrada de ferro cortaram a Estrada Real de Santa Cruz em Cascadura e a Estrada do Sapê perto das atuais estações de Bento Ribeiro e Oswaldo Cruz. A data da inauguração da ferrovia já estava marcada para o final de março de 1858, mas as fortes chuvas que caíram na cidade, logo depois do carnaval (que foi nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro), atrasaram as obras do final do percurso e danificando muita coisa que foi feita. O Governo Imperial, porém, decidiu inaugurar o trecho que estava pronto na data pré-estabelecida da inauguração, sem a importante estação de Sapopemba (atual Deodoro), que as chuvas destruíram quase toda. Assim, no dia 29 de março de 1858, com a presença do Imperador Dom Pedro II e toda a família foi inaugurada a Estrada de Ferro Dom Pedro II. A cerimônia aconteceu na Estação da Corte (atual estação da Central), no Campo da Aclamação. A estação da Corte ficava no local da antiga Igreja de Santana, demolida em 1855, quando começaram as obras da ferrovia. Discursaram Cristiano Ottoni, presidente da Ferrovia; e o Imperador D. Pedro II, que tinha na época 32 anos de idade. O trem era movido a vapor por uma locomotiva chamada de Maria Fumaça. Nessa locomotiva, o maquinista mantinha o fogo aceso jogando lenha. O fogo criava o vapor necessário para mover as engrenagens das rodas da locomotiva. A comitiva imperial, partiu da estação da Corte às 11h50min, com atraso de quase duas horas do horário previsto. A viagem inaugural parou nas quatro estações prontas da ferrovia, que também eram inauguradas: Venda Grande (depois, mudou o nome para Engenho Novo), Cascadura, Maxambomba (depois, mudou o nome para Nova Iguaçu) e Pouso dos Queimados (hoje, somente Queimados). No dia 1/4/1858, três dias após a inauguração, a ferrovia foi aberta ao público para passeios grátis, pois a população queria conhecer a grande novidade do século. Em 8/11/1858, a ferrovia chegou a Belém (atual Japeri). Estava prevista a inauguração em março do percurso até Belém, mas as chuvas impediram que as obras do trecho de Pouso dos Queimados a Belém ficassem prontas a tempo. Ainda em 1858 foram inauguradas as estações de São Diogo, de São Cristóvão e da Quinta da Boa Vista.

A partir de 1858, foram inauguradas diversas estações da Estrada de Ferro Dom Pedro II ( passou a ser Estrada de Ferro Central do Brasil, em 15/11/1889, com a Proclamação da República). A estação inicial como vimos chamava-se Corte e foi inaugurada em 1958, depois seu nome foi D. Pedro II (atualmente seu nome é Central). As quatro próximas estações da Corte hoje não existem mais: a São Diogo, inaugurada em 1858 (após o trem passar no Túnel São Diogo); a Marítima, inaugurada em 1880 (a Baia de Guanabara, antes do aterro, chegava bem junto do leito da ferrovia. A Avenida Francisco Bicalho era mar);a São Cristóvão (a primeira), inaugurada em 1858; a da Quinta da Boa Vista, inaugurada em 1858. No início do século XX, em 1907, foi inaugurada a estação Lauro Müller (atual estação Praça da Bandeira).No século XIX e início do XX, o trecho da linha férrea na altura da Quinta da Boa Vista não era como nos dias de hoje, pois fazia um semicírculo, com o trem passando dentro do jardim da Quinta da Boa Vista, onde se localizava a estação da Quinta, a fim de servir ao Imperador, sua família e toda a corte imperial. O túnel no Morro São Diogo acabou com exploração da pedreira no morro, e a linha férrea foi desviada um pouco no local. A primeira estação inaugurada com o nome de São Cristóvão ficava antes da Quinta da Boa Vista. O prédio ainda existe. Está tombado pelo Patrimônio Histórico e não funciona mais como estação. Fica junto da estação do metrô de São Cristóvão. A atual estação de São Cristóvão surgiu em 1925, quando foi alterado a linha do trem passando a ser reta e desaparecendo a estação da Quinta, que foi demolida. Vejamos os anos das inaugurações das demais estações do Maracanã até Deodoro: Derby Clube - atual Maracanã (1885), Mangueira (1869), São Francisco Xavier (1861), Rocha-desativada (1885), Riachuelo (1869), Sampaio (1885), Venda Grande - atual Engenho Novo (1858), Silva Freire (1923)-desativada e reativada em 2012, Méier (1889), Todos os Santos-deastivada (1868), Engenho de Dentro (1873), Encantado-desativada (1868), Parada do Gamba - atual Piedade (1873), Cupertino - atual Quintino Bocaiúva (1876), Cascadura (1858), Madureira (1890), Rio das Pedras - atual Oswaldo Cruz (1898), Bento Ribeiro (1914), Marechal Hermes (1913) e Sapopemba - atual Deodoro (1859). O ramal de Sapopemba até Santa Cruz foi inaugurado em 2/12/1879. De Santa Cruz a Itaguaí, a inauguração foi em 14/11/1910. O trem chegou à Mangaratiba em 7/11/1914, dia de grande festa nessa cidade, com a presença do Presidente da República Marechal Hermes da Fonseca.

As denominações da ferrovia, desde a inauguração até os dias atuais, foram: 1858 a 1889 - Estrada de Ferro D. Pedro II. 1889 a 1957 - Estrada de Ferro Central do Brasil. 1957 a 1984 - Rede Ferroviária Federal SA (RFFSA). 1984 a 1994 - Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), 1994 a 1998 - Companhia Fluminense de Trens Urbanos (FLUMITRENS). Em 1998, a ferrovia foi privatizada, com o nome de Concessionária de Transportes Ferroviários SA (SUPERVIA). A privatização, porém, foi somente para a comercialização do transportes da ferrovia e a sua manutenção. O patrimônio da estrada de ferro continua de propriedade do Governo Federal e é administrado pela Rede Ferroviária Federal. A eletrificação aconteceu na época da Central do Brasil. Em 10/7/1937, foi inaugurado o trecho eletrificado da estação da Central até Madureira. Em 20/2/1938, a rede elétrica da Central avançou e alcançou a estação de Deodoro.

Estação de Madureira em 2/9/1909 (foto Augusto Malta - Museu da Imagem e do Som)

A partir da inauguração da estação de Madureira em

1890, o povoamento foi se deslocando junto da linha férrea

obrigando com o tempo o surgimento das estações de Oswaldo Cruz (1898) e Bento Ribeiro (1914)

BENTO RIBEIRO TEM HISTÓRIA PARA CONTAR

No século XIX, a região cortada pela Estrada de Ferro Central do Brasil onde hoje estão as estações de Oswaldo Cruz e Bento Ribeiro se chamava Rio das Pedras em razão de ser cortada pelo Rio das Pedras. O rio nasce no Morro do Valqueire, passando pelos atuais bairros do Valqueire, Oswaldo Cruz, Honório Gurgel e Coelho Neto. Nesse ponto desemboca no Rio Acari, que é afluente do Rio São João de Meriti, que vai dar na Baía de Guanabara. Na década de 1890, a localidade do Rio das Pedras era cortada por algumas estradas que serviam às fazendas existentes na região e a escassa população da localidade. A principal estrada era a Henrique de Melo, que antes tinha o nome de Estrada do Sapê (a Estrada Henrique de Melo é homenagem a Antônio Henrique de Mello, dono de terras na região do Rios das Pedras e em Jacarepaguá. Era amigo do Barão da Taquara e tinha muita influência na Corte do Império. Durante as décadas de 1860 e 1870, a seu pedido o governo fez diversas obras em muitas vias da localidade, inclusive a Estrada do Sapê, que após sua morte recebeu o seu nome). Após a construção do muro da ferrovia, uma parte da Henrique de Melo mudou o nome para Rua Frei Bento. Outra estrada importante dessa época era a Estrada do Queimado, ligando a Estrada Henrique de Melo ao Largo do Sapê. A Rua do Queimado é o trecho que ainda existe dessa antiga estrada da região do Rio das Pedras. No outro lado da ferrovia, o trecho da Estrada do Queimado praticamente sumiu (seguia pela atual Rua José de Queiroz até o final. A partir daí, fazia uma curva onde hoje nem mais existe ruas, atravessando o Rio das Pedras e atingido a atual Rua Picuí na altura da Rua Jundiá). Esse trecho da Rua Picuí até o Largo do Sapê é remanescente da antiga Estrada do Queimado (o trecho da Rua Picuí, da Jundiá até a Carolina Machado, é bem mais novo. Surgiu em 1925). Terceira em importância, a Estrada Sapopemba perdeu a maior parte do seu longo percurso com os loteamentos feitos na Fazenda Boa Esperança. No final dos século XIX, foram abertas junto à linha férrea as Ruas Carolina Machado e João Vicente. O empreendimento foi feito por iniciativa do político Luiz Manoel Machado Júnior, grande mentor do Partido Republicano na freguesia de Irajá, a qual pertencia a região do Rio das Pedras. Luiz Machado era filho da Carolina Machado e prestigiou a sua mãe com o nome do novo logradouro. Na outra rua, homenageou João Vicente Martins, médico português radicado no Rio de Janeiro e pioneiro da homeopatia no Brasil. Nessa época, em 17/4/1898, foi inaugurada a estação do Rio das Pedras. Após o falecimento em 11/2/1917 do grande médico sanitarista brasileiro Oswaldo Gonçalves Cruz, a estação do Rio das Pedras mudou o nome para Oswaldo Cruz

Carolina Maria de Jesus (a Carolina Machado nome de rua), filha de José Pereira de Novais e Delfina Maria do Espírito Santo, nasceu e faleceu na grande propriedade rural da família em Vaz Lobo. A entrada principal para a casa-grande da fazenda era na Estrada Marechal Rangel (atual Avenida Ministro Edgard Romero), número 911 - hoje é uma vila de residências, Condomínio Cristo Rei). Em 6/9/1841, na Igreja de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá, Carolina se casou com Luiz Manoel Machado e passou a ser chamada de Carolina Maria de Jesus Machado. Luiz Machado foi um dos primeiros administradores do Cemitério de Irajá. A propriedade de Carolina em Vaz Lobo foi herdada dos pais. Era muito grande, nos dois lados da Estrada Marechal Rangel. No lado onde ficava a casa-grande, as terras incluíam até o Morro do Sapê. Do outro lado da estrada, iam até os morros da Serrinha e Juramento (Alice de Freitas, nome de rua no local, era da família da Carolina Machado). Já viúva, muitos antes da Lei Áurea de 1888, Carolina libertou todos os escravos da sua propriedade. O fato foi publicado com destaque no jornal carioca "Cidade do Rio" de propriedade de José do Patrocínio, com o título "Irajá Livre". Para comemorar o acontecimento, houve grande festa na casa-grande da fazenda, com o comparecimento de grandes personalidades da luta pela libertação da escravatura, inclusive de José do Patrocínio. Luiz Manuel Machado Júnior (1845-1924), filho de Carolina Machado, foi o principal articulador político na freguesia de Irajá nos primeiros governos republicanos. Nasceu na fazenda da sua mãe e tem nome de logradouro onde era a antiga propriedade: Rua Manoel Machado, bem em frente ao Largo de Vaz Lobo. Manoel Machado foi intendente municipal (vereador) do antigo Distrito Federal em diversos períodos: 1905 a 1906, 1910 a 1912, 1917 a 1922.

 

O General Bento Manuel Ribeiro Carneiro Monteiro, o Prefeito Bento Ribeiro. Ele nasceu em São Borja (RS) em 20/9/1856. Faleceu no Rio de Janeiro em 29/8/1921. Além de prefeito do Distrito Federal (Rio de Janeiro), Bento Ribeiro foi comandante da Escola Militar de Realengo e comandante do Estado Maior do Exército.

Na inauguração da estação de Marechal Hermes no dia 1º de maio de 1913, houve uma grande festa em homenagem ao Dia do Trabalho. Foi também inaugurada a Vila Operária, construída no governo do presidente da República Marechal Hermes da Fonseca e do Prefeito do Distrito Federal (Rio de Janeiro) General Bento Ribeiro. Além do presidente e do prefeito, compareceram outras altas autoridades da então Capital Federal, inclusive o Engenheiro André Gustavo Paulo de Frontin (diretor da E. F. Central do Brasil). Na oportunidade, moradores da localidade pediram a construção da atual estação de Bento Ribeiro. O prefeito aceitou o pedido dos moradores e no ano seguinte, no dia 7 de novembro de 1914, inaugurou com o seu nome a nova estação da Central do Brasil. Não houve festa igual a da inauguração da estação de Marechal. O trem da comitiva do presidente da República e do prefeito, apenas parou em Bento Ribeiro por alguns minutos e breves discursos do Marechal Hermes, do Prefeito Bento Ribeiro e do Engenheiro Paulo de Frontin. Outras estações foram inauguradas nesse dia e do mesmo modo. A grande festa foi quando o trem chegou à cidade de Mangaratiba, inaugurando a ligação da ferrovia de Itaguaí a Mangaratiba. Anos depois, foi construído um ramal da estação de Bento Ribeiro até o Campo dos Afonsos, pista de pouso da Aeronáutica e da antiga Escola de Aviação da Aeronáutica (o desvio do ramal era na Rua João Vicente, onde hoje está a rampa de descida da ponte nova direção à Marechal Hermes. O trem seguia para o Campo dos Afonsos no terreno onde atualmente é o Colégio Itu). Em 31/1/1924, exatamente na bifurcação desse ramal, aconteceu um grande choque de composições. O trem de passageiros (o expresso de Mangaratiba) não conseguiu frear a tempo e se chocou com o trem de carga procedente da Escola de Aviação (Campo dos Afonsos). O desastre foi visto pelos passageiros, que aguardavam na estação de Bento Ribeiro outro trem com destino à Central do Brasil.

Com a inauguração da estação de Bento Ribeiro, a localidade cresceu e muitos loteamentos foram realizados, desaparecendo aos poucos as grandes propriedades de terra. Em 1917, José de Almeida Marques comprou de Leocádio Antônio Vieira um enorme terreno quase junto da estação, a fim de fazer o primeiro grande loteamento de Bento Ribeiro. A área tinha uma frente de mais de 200 metros para a Estrada Sapopemba e mais de 600 metros de fundos para a Estrada do Queimado e outras propriedades. José Marques era casado com Adalgisa Aleixo da Fonseca Marques (nome de uma das ruas do loteamento). As Ruas Alda, Gita e as com nomes de Fonseca são homenagens à famíliares do casal. José de Almeida Marques e sua mulher eram católicos e doaram dois terrenos de 20 metros para serem vendidos em benefício da construção da primitiva capela de Santa Isabel, na Rua João Vicente. Do outro lado da linha do trem, a Companhia Suburbana de Terrenos e Construções do Rio de Janeiro (última proprietária da Fazenda Boa Esperança) iniciou em 1930 o arruamento e loteamento da fazenda na parte próxima da Rua Carolina Machado, quando surgiu a Escola Paraguai. Bento Ribeiro começava a se transformar em bairro.

Paróquia Santa Isabel - Em 15/4/1917, em uma casa no número 974 da Rua Carolina Machado, moradores católicos se reuniram com a finalidade de fundar uma capela em louvor a Santa Isabel. Na reunião, Sebastião José Ribeiro doou um terreno de 40 metros por 20 metros, na Rua João Vicente, número 1.125, esquina da Estrada Santa Isabel (hoje Paracuru). A capela ficou pronta no mesmo ano. A igreja recebeu esse nome em homenagem a Santa Isabel, rainha de Portugal; e, também, por existir em Bento Ribeiro a Estrada Santa Isabel (atualmente Rua Paracuru de um lado da linha férrea e Rua Pacheco da Rocha do outro lado - A Estrada Santa Isabel terminava no Largo do Sapê). Em 25/4/1934, a capela construída no local foi elevada a categoria de matriz. O primeiro sacerdote da nova matriz foi o Padre José Quadra, que dirigiu a igreja de 1934 a 1949. Em 5/7/1964, a paróquia de Santa Isabel saiu da Rua João Vicente, com a inauguração da nova matriz na Rua Leopoldina Seabra, número 17, construída em terreno doado por Antônio Alves Marques, falecido em 1972. A Igreja de São Sebastião foi fundada em 18/8/1931, com sede na Estrada de Santa Isabel (só em 1937 é que o logradouro passou a se chamar Pacheco da Rocha). Até 19/3/1934, a Igreja de São Sebastião era subordinada a Paróquia de Santa Isabel. Nessa data, tornou-se uma paróquia própria. Em 1985, a Paróquia de São Sebastião foi transferida para a Praça Manágua.

Colégio Santa Mônica - Um dos orgulhos da população de Bento Ribeiro é o Colégio Santa Mônica. Atualmente tem o nome de Santa Mônica Centro Educacional e é considerado o maior estabelecimento de ensino infantil, fundamental e médio do Estado do Rio de Janeiro. O orgulho dos moradores do bairro é que o embrião desse enorme complexo educacional do Rio de Janeiro surgiu em Bento Ribeiro, por iniciativa do seu fundador Albano dos Santos Parente. Albano nasceu em Portugal de família pobre. Desde criança teve que trabalhar pela luta da sobrevivência. Em janeiro de 1958, com apenas 17 anos de idade, viajou para o Brasil. Veio morar em Bento Ribeiro na casa da irmã. Sua irmã e o marido tinham uma lavanderia. Albano começou a trabalhar na lavanderia e estudar à noite. Ele se formou em História Natural. Em 1967, ainda universitário, adquiriu o Externato São Judas Tadeu, pequeno estabelecimento de ensino. Mudou o nome para Santa Mônica, que em pouco tempo se expandiu para outros bairros da cidade do Rio de Janeiro.

Pontes e Viadutos - No final da década de 1910, o Congresso Nacional aprovou verba para eletrificação da ferrovia. Por essa razão, a direção da E. F. Central do Brasil começou em 1919 a construir muro, passarelas e passagens subterrâneas na ferrovia. Nesse ano de 1919, foi construída a passarela de pedestres de Bento Ribeiro, toda feita de ferro importado. No passado, tinha o nome de ponte vermelha, pois era pintada com essa cor. Com isso, a Estrada do Queimado, que atravessava a linha férrea no local, perdeu o trecho do lado da Rua Carolina Machado. Esse trecho recebeu o nome de Rua José de Queiroz. Quando tudo estava pronto, a verba para eletrificação foi desviada para o desmonte do Morro do Castelo. A eletrificação da Central só aconteceu em 1937 no governo do Presidente Getúlio Vargas. Os carros tiveram vez quando foi inaugurado viaduto antigo (chamado pela população de ponte de cimento armado) no Governo do Presidente Washington Luís em julho de 1930. Logo depois, Washington Luís foi deposto pela Revolução de 1930, chefiada por Getúlio Vargas. A ponte vermelha e a ponte de cimento armado ficaram completamente lotadas por moradores em 3/11/1930 para ver Getúlio Vargas passar de trem vindo do Sul, a fim de tomar posse nesse mesmo dia, no Palácio do Catete, como presidente provisório do Brasil . A passagem de Getúlio Vargas foi um momento épico para Bento Ribeiro, com o chefe da revolução de 1930, no balcão do trem especial que o levava ao poder, respondendo aos acenos da multidão aglomerada nas duas pontes. O viaduto novo, com estrutura moderna, foi inaugurado no Governo do Prefeito Luiz Paulo Conde no ano de 2000, com mão da Rua Carolina Machado para a Rua João Vicente. O viaduto antigo, que era de mão dupla, passou a ser da Rua João Vicente para a Rua Carolina Machado.

Carnaval - Em épocas passadas, o carnaval de rua de Bento Ribeiro era um dos mais animados do subúrbio da Central do Brasil. Havia muitos blocos. Os dois principais eram os dos clubes Embaixadores e Cedofeita. A sede dos Embaixadores era no segundo andar do prédio ainda existente na Rua João Vicente, número 1.191 (em frente à ponte velha). O prédio do Cedofeita também existe, na confluência das ruas do Queimado, Gita e Apodi. Muitas vezes os blocos saiam das suas sedes e se encontravam na Rua João Vicente. Havia em Bento Ribeiro duas escolas de samba, que eram consideradas excelentes, desfilando com as grandes: Escola de Samba Lira do Amor (com sede na Rua Pacheco da Rocha) e Escola de Samba Paz e Amor (com sede na Rua Tácito Esmeris). O famoso compositor Paulo da Portela participava da diretoria da Lira do Amor, sempre quando saía brigado da Portela. Chegou a ser presidente da Lira do Amor. A Lira do Amor desfilou no carnaval carioca, junto das grandes escolas, de 1933 a 1947. A Paz e Amor também desfilou entre as grandes de 1933 a 1953. A Paz e Amor conseguiu melhores resultados no desfile do que sua rival do bairro. Em 1942, a Paz e Amor foi a quarta colocada, com a Portela em primeiro, Depois eu Digo em segundo e Mangueira em terceiro. No carnaval de 1947, a Paz e Amor foi a quarta colocada e a Lira do Amor ficou em sexto lugar.

Cinemas - Em 30/1/1925, foi inaugurado o Cine Bento Ribeiro, com 392 lugares sentados. Era a época do cinema mudo, com um homem ao piano perto da tela, a fim de dar um fundo musical nas imagens mudas. Os maiores sucessos dos primeiros tempos do Cine Bento Ribeiro foram os filmes românticos do maior galã do cinema mudo Rodolfo Valentino. O Cine Bento Ribeiro teve vários proprietários até o dia do seu encerramento em 1/1/1967: Licínio de Paiva (1925-1931), Nassib Kalil Beakline (1932-1947) e Empresa Cinemas Darze Ltda. (1948-1967). O prédio do Cine Bento Ribeiro ainda existe (Rua João Vicente, número 1.167, esquina da Rua Papari). O Cine Caiçara ficava bem perto do Cine Bento Ribeiro, Rua João Vicente, número 1.143, esquina da Rua Paracuru (atualmente ocupa o prédio a Igreja Assembléia de Deus). O Cine Caiçara funcionou de 19/3/1957 a 13/6/1982. Seus proprietários foram Habib Darze e Roberto Darze, filhos do dono da Empresa Darze, ultima proprietária do Cine Bento Ribeiro.

Xuxa Meneghel - Maria da Graça Meneghel, a famosa apresentadora de TV Xuxa, morou em Bento Ribeiro de 1970 a 1980. Inclusive quando ela despontou para o estrelato e conheceu Pelé, ainda morava em Bento Ribeiro. Xuxa nasceu em Santa Rosa (RS) em 27/3/1963. Seu pai Luiz Floriano Maneghel, militar do Exército, foi transferido para o Rio de Janeiro em 1970, quando Xuxa tinha sete anos de idade. Foram residir em Santa Cruz, mas logo a família se mudou para Bento Ribeiro. Primeiro, morou na Rua João Vicente, número 1.115 (prédio recuado) por pouco tempo. Depois, foram para a Rua Divisória, número 20 (Edifício Rio Grande), onde Xuxa passou a infância e a adolescência. Estudou em Bento Ribeiro no Externato São Judas Tadeu (atual Santa Mônica). Saiu de Bento Ribeiro para a Tijuca em 1980, mas continuou a visitar os pais e irmãos em Bento Ribeiro até eles também saírem do bairro.

Ronaldinho - O grande Ronaldinho (Ronaldo Luiz Nazário de Lima), campeão mundial por duas vezes, nasceu em Bento Ribeiro, em 22/9/1976, na Rua General César Obino, número 114. Estudou em Bento Ribeiro no Santa Mônica. Desde pequeno gostava de jogar futebol de salão, no Valqueire Tênis Clube, não muito longe da sua residência. Também jogou futsal no Social Ramos Clube. Iniciou a carreira no futebol de campo no São Cristóvão. Em 1993, saiu de Bento Ribeiro para morar em Minas Gerais, a fim de jogar pelo Cruzeiro até 1994, quando foi para a Europa e iniciar sua carreira de fama. Ronaldinho foi campeão mundial pela Seleção Brasileira duas vezes: 1994 (ficou na reserva e não jogou nenhuma partida) e 2002 (artilheiro da competição).

 

O Dr. João Vicente Martins (1808-1854), homenageado com uma das ruas principais de Bento Ribeiro. Nasceu em Portugal, onde se formou em Medicina. Veio para o Rio de Janeiro e se uniu a Bernot Mure na divulgação da homeopatia no Brasil. Os dois criaram O Instituto Homeopático Brasileiro em 1843 e a Escola Homeopática Brasileira em 1845

Dr João Vicente MARTINS (1808-1854 )

A Rua João Vicente em 1949.

A roda gigante (no local, atualmente, está o edifício nº 10 da Rua Divisória).

O lotação está em frente ao viaduto antigo (a ponte de cimento armado).

 

MINHAS RAÍZES ESTÃO EM BENTO RIBEIRO

Sou de família tradicional em Bento Ribeiro. Nasci no bairro, na Rua Antônio Raposo (na época chamada de Rua 25), número 153, residência da irmã de meu pai, a tia Dulce. Meu pai e minha mãe moravam do outro lado da linha do trem, na Rua Alda, número 48 (onde nasceu minha irmã Naly), mas foram para a casa da tia Dulce, quando se aproximou o meu nascimento. A Dona Betânia, mãe do tio Florim e famosa parteira de Bento Ribeiro, é que fez o trabalho de parto no dia 20 de janeiro de 1937, quando nasci. Meu pai se chamava Waldemar e me registrou com o nome também de Waldemar. Porém, com menos de um mês de idade, toda a família me chamava de Vadinho. O motivo foi que o meu padrinho (o tio Moreno, casado com a tia Mariquinhas, irmã da minha mãe do primeiro casamento da minha avó) era Flamengo fanático. Por isso, quis me homenagear com o nome de Vadinho, um grande craque e artilheiro do Flamengo, campeão carioca pelo clube em 1925 e 1927. Escreveu o nome Vadinho em todos os lugares da casa. O apelido pegou e é mais conhecido do que o meu nome de batismo. Comecei a estudar em um jardim da Infância que existia na Rua Divisória, número 48, onde hoje é o Colégio Itu. Em 1945, fui para a Escola Municipal Professor Rodrigo Otávio (7-13), que ficava na Rua João Vicente, número 1.013 (esquina da Rua Adalgisa Aleixo). Eu e minha irmã íamos juntos todas as manhãs para a escola a pé, da nossa residência na Rua Alda. Seguíamos subindo a Rua Elisa da Fonseca, dobrando a Rua Adalgisa Aleixo até a esquina da Rua João Vicente, onde ficava a escola. O prédio ainda existe (é uma residência particular). Em 1959, a Escola Rodrigo Otávio foi transferida para a Rua Leopoldina Seabra, ficando nesse local até 1961, quando encerrou suas atividades. Em 1946, fui morar em Marechal Hermes e passei a estudar na Escola Santos Dumont (3-13) até 1948. Após morar na cidade de Piquete (casa do meu tio Florim), fui para Jacarepaguá, onde resido até os dias de hoje.

O meu pai Waldemar da Costa (1913-1982) nasceu em Bento Ribeiro, um pouco depois que seus pais, meu avô Francisco da Costa (1878-1950) e sua esposa, a minha avó Isaura Pereira da Costa (1884-1960), se mudarem das Laranjeiras para Bento Ribeiro, com dois filhos já nascidos: tia Dulce e tio Chico. A outra irmã do meu pai, a tia Jurema, também nasceu em Bento Ribeiro. A tia Dulce, quando chegou em Bento Ribeiro, tinha apenas nove anos de idade e não havia estação no local (a estação de Bento Ribeiro foi inaugurada no ano seguinte, em 1914). Ela levava um banquinho, a fim do seu pai saltar do trem, pois o vovô Francisco pedia ao maquinista o favor de parar em frente à sua casa na Rua Carolina Machado, número 1.532 (hoje é a Papelaria Martins). O vovô era alfaiate e trabalhava no Centro da Cidade. Depois, com a inauguração da estação e o crescimento de Bento Ribeiro, montou sua alfaiataria em frente à estação na casa da Rua Carolina Machado. Na propriedade ao lado, Rua Carolina Machado, número 1.528/30 (hoje tem a farmácia e uma casa recuada), moravam Joaquim Ferreira Coutinho (1881-1940) e Betânia Vieira Coutinho (1886-1960), pais de Florim Ferreira Coutinho (1913-2005), que foi general de Exército e Deputado Federal. As duas casas eram nos fundos do terreno, e minha avó Isaura gostava muito de conversar através da cerca com a vizinha Dona Betânia. Os filhos dessas vizinhas, Waldemar e Florim, ainda eram crianças quando se tornaram amigos. Alguns anos depois, eles conheceram duas irmãs, que residiam do outro lado da linha do trem (Rua Alda, número 48). Waldemar casou com a Lina; e Florim, com Adelaide (Santa).

Os pais de Lina e Santa eram portugueses: Domingos Corrêa de Mello (1869-1936) e Adelaide Augusta Moutinho (1880-1958). O vovô Domingos era açougueiro. Chegou ao Brasil ainda na época do Império. Minha avó chegou já no século XX. Eles se conheceram aqui no Rio de Janeiro. Vovô Domingos possuiu açougues em vários bairros da cidade. Antes de vir para Bento Ribeiro, a família morava na Estrada Henrique de Melo, número 105, em um prédio que na frente era o açougue e atrás a residência (o prédio ainda existe). Em 1930, mudaram-se para a Rua Alda, número 48. A loja do novo açougue do vovô ficava na Rua Sapopemba, esquina da Rua Marina (o prédio foi demolido no final da década de 1990). Quando chegaram em Bento Ribeiro, minha mãe tinha 12 anos de idade, e a tia Santa, 11 anos de idade. Freqüentado muito os bailes do Cedofeita e dos Embaixadores, elas conheceram os futuros maridos. Minha mãe se chamava Lina Moutinho de Mello (1918-1999) e passou a se chamar Lina de Mello Costa ao se casar com o meu pai (Waldemar Costa). A tia Santa se chamava Adelaide Moutinho de Mello (1919-2008) e passou a se chamar Adelaide de Mello Coutinho ao se casar com Florim Ferreira Coutinho. Minha irmã Naly nasceu em 1935 na Rua Alda, número 48. Como vimos acima, eu nasci do outro lado da linha do trem, na Rua Antônio Raposo.

O meu avô Francisco da Costa se mudou da Rua Carolina Machado para Rua Liberata Santos. Todos os seus filho se casaram em Bento Ribeiro. A sua filha mais velha, a tia Dulce, foi a primeira a casar em 1922 e foi morar em Campo Grande, regressando para Bento Ribeiro em 1930. Seu nome de batismo era Dulce Pereira da Costa (1904-1991) e passou a se chamar Dulce da Costa Rodrigues ao se casar com o espanhol Pedro Rodrigues Peres (1898-1982). Tia Dulce teve quatro filhos: Carmem (ainda mora em Bento Ribeiro), Pedrinho (falecido em 2009), Dulcinha (falecida em 2009) e Nílton (ainda mora em Bento Ribeiro). O seu filho caçula, o meu primo Nílton Rodrigues, é uma pessoa tradicional no bairro (nasceu em Bento Ribeiro em 1932, na Rua Teresa dos Santos e sempre morou na localidade). O tio Pedro foi um dos organizadores do futebol de Bento Ribeiro. Quando voltou com a família de Campo Grande para Bento Ribeiro, foi morar na Rua Apodi. O campo do América de Bento Ribeiro era exatamente na Rua Apodi, bem perto da residência do tio Pedro e tia Dulce. Ele foi diretor do América, durante a primeira metade década de 1930. Depois, foi morar do outro lado da linha do trem (primeiro na Rua Teresa Santos e, depois, na Rua Antônio Raposo). Nessa época, na Praça Managuá, onde hoje está a Igreja de São Sebastião, o tio Pedro construiu um campo de futebol e fundou o Diamante Futebol Clube.

A Dona Betânia Vieira Coutinho foi moradora tradicional em Bento Ribeiro e famosa parteira da localidade. Seus cinco irmãos também moraram em Bento Ribeiro (uns por pouco tempo, outros por longos anos): Armando, Noemia, Dionísio, Edmundo e Brisa Bela. O marido da Dona Betânia (Joaquim Ferreira Coutinho) trabalhava na agência de Realengo do Departamento de Correios e Telégrafos. Eles tiveram quatro filhos: Abigail (Biga), José, Florim e Joaquim. Florim Coutinho foi o mais famoso dos filhos da Dona Betânia. Fez carreira no Exército Brasileiro de soldado raso a general. Quando atingiu o posto de oficial, serviu em quartéis de várias cidades brasileiras. Por isso, alguns de seus filhos nasceram fora do Rio de Janeiro. O tio Florim e a tia Santa tiveram dez filhos: Florim Filho (nasceu no Rio no bairro de Madureira), Ítalo (nasceu em Ponta Grossa, PR), Fleury (nasceu em Curitiba, PR), Floriza (nasceu em Florianópolis, SC), Florimar (nasceu no Rio em Bento Ribeiro), Flávio (nasceu no Rio em Bento Ribeiro), Flamarion (nasceu em Piquete, SP), Flaviano (nasceu em Piquete, SP), Ivanira (nasceu no Rio no bairro do Maracanã) e Flober (nasceu no Rio no bairro do Maracanã). Nas décadas de 1960 e 1970, Florim Coutinho foi deputado federal pelo MDB. Durante todo os períodos de seus vários mandatos na Câmara dos Deputados, manteve um escritório na sua propriedade na Rua Carolina Machado, a fim de atender o povo de Bento Ribeiro. Abigail Coutinho da Costa (1908-1972), filha mais velha da Dona Betânia, também foi tradicional moradora de Bento Ribeiro. Era casada com Pedro Pereira da Costa (1897-1965), profundo conhecedor da religião Espírita. Eles moraram na Rua José de Queiroz com os filhos: Maria Madalena, Pedrina, Evanir e Nara. A Doutora Maria Madalena é muito conhecida no bairro, pois, por muito anos, manteve um consultório médico em Bento Ribeiro. O Evanir Pereira da Costa foi piloto militar da Aeronáutica. Morreu em desastre aéreo em 9/8/1950, quando fazia vôo de instrução de tiro contra alvo terrestre em Guarulhos (SP).

 

 

Carnaval em Bento Ribeiro 1943

Foto na terça-feira de carnaval (9/3/1943)

Cedofeita (junção das ruas do Queimado, Gita e Apodi).

Aparecem eu, minha irmã Naly e meus primos.

Atrás: Nara, Naly e Florim Filho

Na frente: Fleury, Ítalo, Floriza e Vadinho

Sentado: Florimar

 

 

 

 

 

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Bibliografia

Mapa do Município Neutro (Rio de Janeiro-Império) - 1876 - Arquivo Municipal

Jornal do Comércio (Rio de Janeiro) - 30/3/1858

Jornal Ilustrado (Rio de Janeiro) - junho 1912

Jornal do Brasil (Rio de Janeiro) - 2/5/1913

Jornal do Brasil (Rio de Janeiro) - 8/11/1914

As Escolas de Samba do Rio de Janeiro (1996) - Sérgio Cabral

Palácios e Poeiras - 100 anos de cinemas no Rio de Janeiro (1996) - Alice Gonzaga

Fazenda de Irajá (1998) - Agostinho Rodrigues

Pesquisa em entidades

Rede Ferroviária Federal (E. F. Central do Brasil)

Colégio de Genealogia - IHGB